O apóstolo mostra o conflito interior do religioso formal.

Romanos 7: 15-19
 “Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que, agora, já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço”.

Jesus, querendo nos ensinar sobre o tipo de relacionamento que, indispensavelmente, temos que ter com o Espírito Santo, fez uma comparação com a videira – “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor… Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” a fim de que pudéssemos entender que nosso relacionamento com o Espírito Santo tem que infalivelmente evidenciar o caráter de Cristo. É o Espírito Santo quem produz em nós o fruto espiritual à medida que nos entregamos a Ele. O fruto do Espírito é o caráter de Cristo produzido em nós, de tal maneira que possamos mostrar ao mundo como Ele é.

Sendo assim, “o fruto do Espírito é o caráter formado no crente de modo a identifica-lo com o caráter de Cristo: um caráter que revela como é Jesus. É a expressão externa da santa natureza de Deus, manifestada no crente. É, na realidade, o desenvolvimento da vida de Cristo no crente”.

Pois bem, desta forma fica esclarecido que o fruto do Espírito somente é produzido em nós quando, em nosso constante “dilema”, o espirito domina sobre os desejos da carne. Este “dilema” está presente na vida de todos os crentes independente da espiritualidade, ou seja, todos nós (crentes) vivemos sob um “fogo cruzado”. Paulo quando se dá como exemplo (no texto acima de Romanos), deixa, implicitamente, declarado que todos os crentes vivem esse conflito diariamente, evidentemente, que uns vivem com maior intensidade que outros, mas, que infalivelmente todos nós vivemos isso.

Quando o crente, em decorrência deste conflito, não se permite ser controlado pelo Espírito Santo, ele, então, não consegue fazer oposição aos desejos da sua natureza pecaminosa. Todavia, quando o Espírito Santo está no controle da vida do crente, este (o crente) se torna como um solo fértil onde o Espírito pode produzir o Seu fruto. É somente pelo poder do Espírito Santo que o crente torna-se capaz de dominar os seus desejos da carne, vivendo de modo a ter uma vida frutífera, de abundância espiritual.

Para sermos vencedores nesse conflito espiritual, o segredo consiste em andar em Espírito. “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. Como é que podemos fazer isso? Dando ouvidos à voz do Espírito, seguindo as Suas orientações, obedecendo as Suas ordens, confiando nEle e dependendo dEle”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Fruto do Espírito – Pr Antônio Gilberto

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