O Evangelho deve ser pregado para todas as nações.

Lucas 24: 46-47
 “E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e, ao terceiro dia, ressuscitasse dos mortos; e, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém”.

A grande dificuldade que se enfrenta hoje na evangelização, se encontra nos evangelizadores. Lógico que não estamos falando de forma generalizada, mas, há um número expressivo de pessoas que estão nas igrejas, mas que, infelizmente, não têm a mínima capacidade para evangelizar ninguém. Sempre é bom ressaltar que a obra de Deus e, especificamente a evangelização, não pode ser realizada apenas com boas intenções. Conheço casos de pessoas, nestas condições, que saíram para evangelizar e voltaram com a fé abalada, por pouco não foram convencidas de que estavam erradas em seus conceitos religiosos.

Qual seria o motivo pelo qual o Senhor Jesus enfatizou que a evangelização tinha que, obrigatoriamente, começar por Jerusalém? Evidentemente era pela situação espiritual que o centro da adoração dos judeus estava vivendo. O Senhor Jesus discerniu que, embora, os judeus cumprissem piamente o calendário religioso, comparecendo às festas anuais com suas ofertas e sacrifícios, a atitude deles não passava de uma agenda espiritual. Era raridade encontrar algum judeu que estivesse praticando todos os rituais, motivado pela devoção a YHWH.

Em 2017, estivemos em Missão Velha, no Ceará, colaborando na evangelização daquele povo, com alguns irmãos que estão lá. Tive o desprazer, a infelicidade, de testemunhar tudo o que escrevemos acima na introdução – irmãos imaturos na fé, mas que transbordavam de boas intenções, evangelizando um povo radicalmente devoto de Padre Cícero. Não há necessidade de dizer qual é o resultado de uma evangelização dentro destes termos.

Reportando para os nossos dias a orientação de Jesus sobre a questão de evangelizar, em primeiro lugar, Jerusalém, devemos aplicar essa orientação entendendo que há uma necessidade urgente de fazer discípulos dentro das igrejas. Pois, quando Paulo, na carta que escreveu aos Romanos, disse que – “… como pregarão, se não forem enviados”, sobre hipótese alguma, ele estava dizendo que era para enviar pessoas despreparadas, Paulo conclui sua frase dizendo que – “… quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas”. As “coisas boas”, neste caso, não são os eventos que a igreja oferece com sua agenda religiosa, mas aquilo que Jesus quer realizar pelo pecador.

Em suma, a igreja é a responsável pela pregação do evangelho a todas as nações, mas a questão é: será que aqueles que estão sendo enviados pelas igrejas para essa honrosa tarefa receberam o devido ensino? Os que vão, agora, sair para evangelizar, foram cuidadosamente evangelizados em suas igrejas?

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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