Saulo de Tarso foi convidado para conduzir o discipulado em Antioquia da Síria.

Atos 11: 25-26
 “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.

O discipulado tem que ser visto além do que uma mera relação entre mestre e discípulo. O discipulado deve se estender além das quatro paredes da sala, ao mestre não basta despejar ensinamentos, ele tem que se certificar de que o que foi ensinado ao novo convertido, foi, de fato, assimilado. O discipulado não pode, sobre hipótese alguma, ser limitado apenas ao âmbito teórico, ele deve expandir para a vida prática, ou seja, que influência terá um mestre sobre a vida do novo convertido, se ele diz que devemos ser santificados e não der nenhum testemunho disto?

Há de ficar bem entendido entre nós que quando o homem é salvo nenhum conhecimento extraordinário das coisas concernentes a Eternidade é acrescentado a ele, embora ele tenha sido salvo, isso não significa que (ele) não precisa conhecer Deus e Seus propósitos revelados para a humanidade. Conhecer a Palavra de Deus e o Deus da Palavra é imprescindível ao novo convertido para que possa ficar estruturado na fé e, assim, suportar os dias maus.

Aquele que faz discípulos tem que ser idôneo. Não podemos “colocar” qualquer um da igreja para desempenhar essa função, pois, caso contrário, “será pior a emenda que o soneto”, ou seja, na “boa intenção” de arrumar uma função na igreja para algum irmão, podemos agravar a situação, tanto para o que vai ensinar quanto para o que vai aprender. Certa vez um pastor disse que se não queremos ter uma igreja que dê trabalho, dê trabalho para a igreja, porém, isso deve ser com muito critério e sabedoria.

Barnabé, sem dúvida, tinha outros “irmãos” mais perto dele, todavia, ele saiu em busca de Paulo pelo fato de ter conhecimento qual era a sua vocação e para  que o Senhor Jesus o tinha comissionado. Quando em uma igreja ou congregação não houver pessoas idôneas para ensinar as doutrinas bíblicas, não há nenhum problema que se busque ajuda em algum irmão que professe a mesma fé. Como dissemos anteriormente, o discipulado não é para ensinar o novo convertido a ser membro da denominação, mas como ser um cidadão do céu, sendo assim, só pode ensinar a ser cidadão do céu quem já é um.

Outra questão levantada no texto bíblico é o tempo de duração do discipulado. Não há um tempo especificado na Bíblia para que um discípulo seja formado, então, o que podemos inferir é que o discipulado dura o tempo de nossa peregrinação neste mundo, isto é, devemos ir aperfeiçoando o que temos aprendido todos os dias, pois, assim nos diz o Senhor – “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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