Bem-aventurados são os crentes vigilantes na vinda do Jesus.

Lucas 12: 37
 “Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando-se, os servirá”.

A analogia que Jesus fazia da sua segunda vinda com o casamento judaico era para que os ouvintes pudessem entender com muita clareza o que Ele estava dizendo. Podemos perceber que não há explicações detalhadas das parábolas, referente ao cortejo nupcial, para que as pessoas pudessem entender, pois isso era um assunto do qual eles tinham total conhecimento de como acontecia, dessa forma, a assimilação do que Jesus estava falando, de como seria a sua vinda, era muito fácil.

O casamento judaico, nos tempos bíblicos, obedecia a um ritual que tem, em si, todas as características da segunda vinda de Jesus. No casamento judaico, no dia das bodas, o noivo com uma comitiva se dirigia a casa da noiva a fim de conduzi-la até a sua própria casa onde aconteceria o casamento. Na casa do noivo os servos (do noivo) deveriam estar preparados para a recepção dos noivos e, independentemente da hora em que eles chegassem, tais servos deveriam estar de prontidão a fim de servi-los. A questão não se limitava apenas a disposição dos servos para o serviço, mas, também, sobre os preparativos da festa. Tudo deveria estar na mais perfeita ordem. Porém, uma coisa nos chama a atenção na analogia que Jesus faz.

No casamento judaico era dever dos servos servir ao seu senhor com a maior alegria, todavia, Jesus diz, na analogia, que é o senhor quem serve seus servos. E, de fato, no arrebatamento da igreja seremos recebidos pelo nosso Senhor e Salvador que, nos fazendo assentar à Sua mesa, nos servirá. Todavia, assim como no casamento judaico, os servos que, de forma irresponsável, negligenciassem com o seu dever eram punidos, a honra e privilégio de ser servido por Jesus nas Bodas do Cordeiro, será exclusivamente para os que, prudentemente, têm sido vigilantes.

Somos alvejados diariamente por insinuações maliciosas que repudiam e reprovam a nossa fé. Satanás tem investido energicamente contra essa verdade (arrebatamento da igreja) dizendo que isso é uma estória fantasiosa. Muitas pessoas estão se desviando da fé ao dar crédito a ensinos que não tem nenhum fundamento na doutrina dos apóstolos, doutrina essa que é fundamentalmente bíblica. A questão primordial não é o tempo em que se dará o evento do arrebatamento da igreja, mas a condição em que devemos estar quando isso ocorrer. Ainda que haja discordância entre os seguimentos teológicos sobre o tempo deste evento, pelo menos em alguma se tem coerência – a condição espiritual dos que anseiam por isso.

Só poderão entrar para as Bodas do Cordeiro aqueles que estiverem devidamente preparados para isso. Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo ministrará a nós, seus servos fiéis, quando se encontrar conosco em Sua volta e nos recompensará por nossa fidelidade.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento – Warren W. Wiersbe

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