Os objetivos do dom de profecia.

I Coríntios 14: 3
 “Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação”.

Em artigo anterior, falamos sobre o que é a profecia e, neste artigo falaremos sobre aquele que é usado com o dom e, tanto na Antiga Aliança como na Nova Aliança o profeta continua sendo um “instrumento” indispensável no meio do povo de Deus. A palavra grega prophetes, da qual se deriva a palavra “profeta” em português, significa “aquele que fala em lugar de outrem”. Os profetas falam, em lugar de Deus, ao povo do concerto, baseados naquilo que ouvem, veem e recebem da parte dEle. Embora o profeta no contexto bíblico aponta para um ministério, atente, especificamente neste artigo, para o a profecia como dom do Espírito Santo.

A profecia como dom implica em conhecimentos divinamente revelados. O portador do dom recebe conhecimentos da parte de Deus no tocante às pessoas, aos eventos e à verdade redentora. O propósito primordial de tais conhecimentos foi (no passado) e continua sendo o de  encorajar o povo a permanecer fiel a Deus e ao seu concerto. A característica distintiva da profecia, independente em qual Aliança é exercida, é a de tornar clara a vontade de Deus ao povo mediante a instrução, a correção e a advertência. O Senhor usava os crentes para pronunciarem o seu juízo antes de este ser desferido.

O ensino de Paulo acerca do valor que ele atribuiu ao dom de profecia, não pode ser entendido de forma equivocada. Paulo simplesmente quis dizer que, em relação ao dom de Língua Estranha sem a devida Interpretação, o dom de profecia é superior, pois, a menos que as línguas sejam interpretadas, a mensagem não traz benefício algum para a igreja. A ênfase do ensino de Paulo recai sobre a importância do ensinamento doutrinário na igreja. Nossa adoração deve ser baseada na verdade, pois, do contrário, pode transformar-se em emocionalismo supersticioso. Os crentes precisam saber em que creem e por que creem em tais coisas.

Sobre profecia o dicionário Bíblico Wycliffe diz que: o cumprimento de alguma profecia representa a mais consistente prova disponível da origem divina do cristianismo e da Bíblia. Em alguns casos, o concreto e preciso cumprimento de várias profecias, tanto do Antigo Testamento como do Novo Testamento, pronunciadas muitos séculos antes de seu acontecimento, prova, fora de qualquer dúvida razoável, a divina inspiração das Escrituras, e a sua sobrenatural veracidade e autoridade. A própria Bíblia estabelece a estrutura das evidências cristãs.

Os primeiros crentes falaram ousadamente através de profecias que Deus agia na história através da vinda, do ministério e da morte redentora de Jesus de Nazaré, o Messias, Servo e Filho de Deus, para alcançar o perdão de todos os pecados. Eles sempre confirmaram essas notáveis alegações com provas de que eram verdadeiras, e apelavam para dois fatos: haviam testemunhado que Jesus estava vivo depois que Deus O ressuscitara dos mortos, e também que os eventos que se tornaram conhecidos em relação à Sua vida e morte haviam sido preditos de forma sobrenatural na Antiga Aliança.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Dicionário Bíblico Wycliffe
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo testamento – Warren W. Wiersbe

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