Jesus deu autoridade aos discípulos para curar em seu nome.

Mateus 10: 8
 “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”.

Quanto te custou a sua salvação? E, ao te induzirmos a uma introspecção, queremos que você analise a pergunta em todos os aspectos – custo financeiro, desgaste físico, desgaste emocional ou sentimental, desprendimento do seu preciso tempo; enfim, analise sobre todos os aspectos se para você ser salvo foi-lhe cobrado alguma coisa ou algum sacrifício. Evidentemente que a resposta seja não (pelo menos é o que pensamos que seja), pois, até a fé que julgamos ter usado, para crer, não estava em nós mesmos. Sendo assim, tudo o que Deus opera a fim de nos garantir a salvação, Ele o faz graciosamente. Deus nunca exigiu e nunca exigirá dos que são salvos algo em troca senão obediência à Sua voz, mesmo porque não temos nada que seja útil ou que possa interessar o nosso Deus. Ele não depende de nós e, muito menos, de nada que, porventura, temos para ser Deus. Ele é Deus independentemente se acreditamos nisso ou não.

De graça recebeste, de graça dai”, esse texto é por si mesmo, o suficiente para reprovar enfaticamente a atitude de certos “pregadores do evangelho” que estabeleceram uma tabela de preço para o serviço (vejo mais como desserviço) que prestam para o reino de Deus (ou será o reino deles mesmos?). Entre aceitar uma oferta da igreja (para cobrir os gastos com locomoção e acomodação) e, “cobrar” para ministrar a Palavra de Deus existe uma diferença muito grande. Os mercenários (pregadores e cantores) existem porque há quem os contrate, aliás, eu não os culpo por ser o que são, antes, tenho por culpado aquele que paga pelo serviço deles.

O propósito desta crítica visa abrir os olhos aos crentes sobre o que tem sucedido em nossos dias. Ao analisarmos o texto bíblico de hoje, nos deparamos com o Senhor Jesus outorgando autoridade aos seus discípulos e seguidores fiéis para curarem todo e qualquer tipo de enfermidade, expulsar demônios e, pasmem, até ressuscitar mortos. Temos que entender que essa “autoridade” concedida não é para realizarmos o que quisermos na hora em que bem entendemos, mas, que estamos autorizados a realizar tais obras usando o poderoso NOME de JESUS. É bem verdade que qualquer pessoa (autorizada ou não) usa o nome de Jesus. Vemos com frequência no nosso cotidiano. Porém, as obras descritas no versículo bíblico só serão realizadas por aqueles que receberam essa autorização e, até onde aprendi na Bíblia Sagrada, os mercenários não possuem essa autorização.

Em suma, o que temos vivido no meio evangélico é o que aconteceu com Elias no monte Horebe. Cultos com muito trovão, muito fogo e muito terremoto, mas que não causam nenhum impacto (no sentido estritamente espiritual, vamos deixar as “meninices” de lado) naqueles que estão ouvindo. A autoridade concedida é para que se possa realizar obras poderosas no nome de Jesus e, infelizmente, isso está cada vez mais raro de se ver.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.