A mera observância de códigos não salva.

Lucas 18: 18-24
 “E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe. E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade. E, quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa: vende tudo quanto tens, reparte- o pelos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo ele isso, ficou muito triste, porque era muito rico. E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas!”

O termo ‘príncipe’ usado para designar este o homem não indica que ele pertencia a uma família da realeza, como nos diz o dicionário bíblico Wycliffe, o termo se aplica às pessoas que pode ser um governante, um líder, um oficial, um magistrado ou uma pessoa importante investida de autoridade. Independente do cargo ou função que este homem possuía a Palavra de Deus nos declara que ele era alguém notável na sociedade, culto e religioso (extremamente religioso). O grande problema que pessoas com essas características enfrentam, é o fato de se sustentarem naquilo que são e naquilo que possuem.

A pergunta que este homem fez a Jesus nos dá a sensação de que o que ele estava dizendo era que tudo quanto estava determinado na lei para ele fazer, ele já tinha feito, ou seja, tudo quanto o Senhor exige dos homens, aquele homem já tinha cumprido e, muito provavelmente, o que ele esperava ouvir de Jesus era um altissonante – NADA! Não precisa fazer mais nada.

Geralmente eu aborreço alguns dos meus ouvintes quando digo que a igreja hoje está pisando nas mesmas pegadas de Israel, de onde Israel tirou o seu pé a igreja está colocando o dela. Ou seja, a igreja está indo pelo mesmo caminho que Israel; está cometendo os mesmos erros; está perecendo por falta de conhecimento; e, valorizando demasiadamente costumes e tradições em detrimento às doutrinas bíblicas. Assim como aquele ‘príncipe’ deveria entender, nós também devemos entender que não é o que fazemos para Deus que nos garante a salvação, mas o que Jesus fez por nós na cruz.

O nosso intuito neste artigo não é o de fazer uma exposição de toda a parábola, mas, tão somente, nos ater ao pensamento daquele ‘príncipe’ em julgar que as suas obras poderiam assegurar-lhe salvação. Às vezes, as pessoas cumprem alguns mandamentos (ou todos, como no caso deste ‘príncipe’) divinos mais por uma questão moral do que espiritual. Existem pessoas que forjam uma postura espiritual a fim de não macular sua reputação moral, ou seja, fingem que são crentes para não serem denegridos moralmente perante a sociedade.

Perceba que tudo o que Jesus perguntou ao ‘príncipe’ apontava para um relacionamento fraterno, isto é, o que Jesus perguntou a ele foi: Você tem amado seu próximo como a ti mesmo? O amor ao próximo não é algo que deve ser demonstrado apenas pelo sentimento, neste caso, ele envolve algo que vai além de obras sociais ou de caridade.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.

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