Ame ao próximo na mesma dimensão de si mesmo.

Mateus 22:39
 “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Quem é o ‘próximo’ citado por Jesus? Este termo da língua portuguesa é a tradução de três palavras hebraicas e duas gregas. Geralmente consideramos o nosso próximo (ou vizinho) alguém que mora nas proximidades. O amor do crente por seu irmão em Cristo, por seu próximo e por seu inimigo, deve ser subordinado, controlado e dirigido pelo seu amor e devoção a Deus.  O amor a Deus é o “termômetro” que vai medir a intensidade com que amamos o nosso próximo. Quem ama a Deus deve amar a todos, inclusive seus inimigos.

Na época do Antigo Testamento, essa palavra referia-se a alguém da mesma família, tribo ou país. A obrigação moral dos israelitas para com o próximo está determinada em Levítico 19.18, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. E, as determinações relacionadas com essa atitude moral eram expressas através de termos negativos – “Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo; por que enganarias com os teus lábios?

No Novo Testamento, o Senhor Jesus Cristo classificou como o segundo maior mandamento da lei, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. E, na parábola do bom samaritano, o Senhor mostrou que o próximo pode ser qualquer um que tenha uma necessidade, ou qualquer um que supra uma necessidade que precisa ser atendida, independentemente de raça, religião ou posição social.

Se restringirmos o significado do termo ‘próximo’ ao mesmo nível que os israelitas do Antigo Testamento, teremos o mesmo comportamento que eles. Pois, para um israelita, um outro israelita era o próximo, porquanto era um irmão, participante, com ele, do mesmo pacto com Abraão. Dentro desse contexto foi dado o mandamento de amar ao próximo como a si mesmo. Esse mandamento foi universalizado no Novo Testamento; ao passo que no Antigo Testamento era restringido aos participantes do pacto abraâmico. Assim, a interpretação rabínica dizia que aos israelitas foi ordenado que amassem ao próximo (outro israelita), e que isso subentendia que eles deveriam odiar ao não-próximo, ou ao estrangeiro, ou ao inimigo.

Mas quando ampliamos o significado do termo, percebemos que do ponto de vista da criação, todos os homens são filhos (criação) do mesmo Deus, e todos eles são irmãos. Assim, um próximo, nesse amplo sentido, tem direito ao nosso amor. Ora, esse ensino era totalmente estranho ao judaísmo exclusivista dos dias de Jesus. A real lei de Deus consiste em amarmos ao próximo como a nós mesmos – “Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores”.  mas quanto a isso temos pouca experiência, exceto como uma proposição teológica.

Infelizmente, este mandamento divino é, geralmente, aceito como uma excelente proposta teológica, mas, que não exerce nenhuma influência na vida prática de muitos crentes. Às vezes, temos muito conhecimento a respeito de um mandamento e pouca experiência com ele. 

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo MacArthur.
– Dicionário Bíblico Wycliffe.
– Enciclopédia de Champlin vol 5

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