A monogamia como princípio bíblico do casamento.

1 Timóteo 3:2
 “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar”.

Quando falamos do perigo que incorre a normalização de certos comportamentos, evidentemente que não apontamos apenas para aquilo que as pessoas estão fazendo e que é contrário aos princípios morais e éticos que rege a sociedade desde os primórdios dos tempos, mas também, apontamos para as ressignificações de muitos termos, principalmente a família. Até pouco tempo atrás, quando se falava em família o primeiro pensamento que vinha a mente era um casal (heteros) e dois ou três filhos. Ainda que a figura do casal é substituída por um dos responsáveis, o pai ou a mãe.

Biblicamente a composição, a estrutura básica de uma família obedece a um padrão divino. Quando, no Antigo Testamento, o Senhor determinou aos seres humanos que acabara de criar – “Sejam fecundos, multipliquem-se, encham a terra e sujeitem-na” –, Ele estava orientando a respeito de como isso deveria acontecer – casamento e constituição da família. Esse é o padrão estabelecido, exigido, aprovado e abençoado por Deus – monogâmico, heterossexual e monossomático. Qualquer outro tipo de união que fuja deste padrão, indubitavelmente é REPROVADO por Ele.

Frequentemente somos tachados de retrógrados ou antiquados por observarmos com rigor o que Deus estabeleceu como padrão ideal para sustentar moralmente uma sociedade. O que temos visto na sociedade como práticas normais não só estão fora do padrão divino como ofendem gravemente a santidade do nosso Deus e, por isso, nós não somente repudiamos, bem como, não ser coniventes com quem pratica – “E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém … os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem”.

O que pretendemos deixar bem esclarecido é que nem tudo que é legal (tem amparo da lei) está aprovado por Deus. Ou seja, muitas ‘coisas’ que foram normatizadas para serem vistas como normalizadas eram e continuam sendo pecados. Dentre essas ‘coisas’ podemos citar: a estrutura que estão dando para a família é uma delas; as ideologias (que querem forçar a implantação) sobre sexualidade e casamento é outra.

No contexto histórico o Código de Hamurabi, contemporâneo da era patriarcal e do qual Israel copiou muita coisa, declarava que um homem podia ter somente uma esposa. No caso desta ser estéril, podia ter outra. Caso sua esposa lhe oferecesse uma escrava para coabitar com ela, então o marido deveria dispensar esta segunda esposa. Como escrevemos acima, Deus nunca quis que seu povo vivesse segundo o costume das outras nações, por isso, Ele instituiu, estabeleceu e determinou que o casamento fosse e permanecesse monogâmico. Porém, como vemos nas narrativas bíblicas isso não foi observado pelo seu povo, entretanto, Ele não mudou de opinião.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– A Família no Antigo Testamento, Norberto da Cunha Garin
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
– Bíblia de Estudo NAA

Compartilhar

Erivelton Figueiredo

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.