Devocional lição 03/ 2º trim 2017, Terça-feira – Sumo Sacerdote misericordioso e fiel.

Hebreus 2:17
Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo”.

Enquanto estava aqui na Terra, Jesus “se tornou semelhante aos irmãos”, no sentido de que experimentou, sem pecar, as fragilidades da natureza humana. Foi um bebê inteiramente dependente de outras pessoas, uma criança em crescimento, um adolescente amadurecendo. Sentiu cansaço, fome e sede. Soube o que é ser desprezado, rejeitado, alvo de mentiras e de acusações. Experimentou sofrimento físico e morte. Tudo isso foi parte do “processo de treinamento” para seu ministério celestial como Sumo Sacerdote.

Jesus Cristo é misericordioso e fiel: é misericordioso para com as pessoas e fiel para com Deus. É impossível para ele fracassar em seu ministério sacerdotal. Fez o sacrifício necessário por nossos pecados para que pudéssemos ser reconciliados com Deus. Diferente de todos os outros sacerdotes, Ele não precisou fazer um sacrifício por si mesmo, pois Ele é impecável. Quando nós, crentes salvos, somos tentados a pecar, Jesus Cristo está pronto a nos ajudar se, e somente se, a Ele recorrermos.

Bom, para entendermos melhor a designação dada a Jesus de sumo sacerdote, primeiro devemos entender o real significado de duas expressões, são elas: “representante” e “substituto”.
“Representante” é alguém que faz algo em nome de outro (como o representante de uma firma), enquanto “substituto” é o que efetivamente toma o lugar do outro (quando o representante assume a firma, por exemplo). Para entender melhor o abismo existente entre os dois termos, suponha um marido que, antes de morrer, tenha deixado um “representante” para cuidar da viúva e de suas necessidades materiais. Esse “representante” tem uma procuração para agir em nome do finado marido cuidando que nada falte à esposa, como geralmente faz um tutor. Mas se esse “representante” se casar com a viúva ele estará assumindo maritalmente o lugar que era do finado e estará sendo de fato o “substituto” do marido.

O sumo sacerdote do passado, apenas representava o pecador com sua oferta pelo pecado diante de Deus. Jesus veio, não apenas para representar a nossa oferta pelo pecado, Ele veio e substituiu nossa oferta por si mesmo. O sacrifício anual, para fazer expiação (purificação) dos pecados, foi substituído pelo único sacrifício de Cristo para perdão (remissão) dos pecados de toda a humanidade. Se Cristo tivesse sido nosso mero representante na cruz, cumprindo uma espécie de ritual exemplar e morrendo como exemplo para nós, nada nos beneficiaríamos com isso pois nossos pecados continuariam em nossa conta como dívida aos olhos de Deus.

Certamente na cruz Ele foi o “Substituto” perfeito, aquele que era sem pecado, foi feito por Deus pecado por nós, e castigado com o juízo divino em três horas de trevas e abandono para então morrer no lugar do pecador. A sua morte, portanto, não apenas resolveu eternamente a questão do pecado como também foi o meio de salvação para que aqueles que creem nele, para que não passem pelo juízo, e possam desfrutar desde já da salvação eterna, algo que infelizmente muitos dos que professam ser cristãos não desfrutam por não crerem verdadeiramente na obra substitutiva de Jesus.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton Figueiredo

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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