O dízimo é do Senhor.

Levítico 27: 30
Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor

Os recursos financeiros, neste caso específico, que chegam até as nossas mãos, oriundos da infinita benignidade de Deus, devem ser administrados com extrema responsabilidade. Vemos declarado em toda a Escritura Sagrada que o nosso Deus não é esbanjador. Em outras palavras, nosso Senhor não desperdiça nada, mesmo sendo o dono de tudo e, por isso, Ele espera que procedamos de igual maneira. Os recurso que estão em nossas mãos devem ser usados, em toda e qualquer situação, para o honra e glória do nome dEle.

Embora estejam estabelecidos como uma obrigação do povo de Deus, os dízimos e as ofertas em si, não são do interesse do nosso Deus. Ele, o Senhor, não quer e não precisa daquilo que nos deu tão graciosamente, todavia, Ele espera ser honrado e glorificado por eles. O que chama a atenção do nosso Deus não é o valor monetário que foi dizimado ou ofertado, antes, o que chama a atenção do nosso Deus é a atitude com que fazemos isso.

Sempre digo que Deus não requer nada que alguém que não tenha para oferecer. E, falo isso em todos os sentidos, não somente nas questões de dízimos e ofertas. Contudo, como esta semana estamos tratando da questão da mordomia com os dízimos e ofertas, vamos nos ater a esta esfera somente.

Antes de exigir alguma do seu povo, o Senhor providenciou que, ao saírem do Egito, estivessem suficientemente providos daquilo que lhes seria necessário na adoração a YHWH na peregrinação pelo deserto. Tudo quanto o Senhor requer de nós, Ele está ciente de que estamos devidamente providos e capacitados para realizar.

Não obstante, sempre existiu o pobre no meio do povo de Deus. E, não apontamos apenas para os que têm pouco recurso, falamos dos que, por um infortúnio da vida, não possuem nada, absolutamente nada e, destes que não tem nem o suficiente para manter uma vida digna, será que Deus exige destes, a devolução do dízimo? Embora já tenha dito acima que Deus primeiro provê os recursos para depois exigir adoração com tais recursos, creio firmemente que, muito mais do que o dinheiro em si, o Senhor deseja receber adoração e, se porventura não tivéssemos o dinheiro para adorá-Lo com nossas ofertas e dízimos? O que aconteceria?

O dízimo e oferta na antiga aliança envolvia dinheiro, colheita em geral e animais, enfim, tudo quanto o israelita produzisse ou que se lhe acrescentasse. Era a lei para o povo de Deus, porém, como é do nosso conhecimento, a lei não foi dada para mudar o caráter do homem, mas, para, tão somente, regular seu comportamento. Deus nunca obrigou ninguém a fazer alguma coisa que esteja contra a própria vontade e, isso se aplica a devolução do dízimo e oferta.

Em nossos dias, alguns líderes ensinam que os dízimos e ofertas são uma obrigatoriedade e aquele que não as cumpre está em pecado, pois eu digo que, enquanto for ensinado deste ponto de vista, essa prática que é uma atitude voluntária do cristão converso sempre encontrará obstáculos. Se devolvemos o dízimo ou fazemos nossas ofertas pela obrigatoriedade, de maneira alguma estamos adorando a Deus e, melhor seria que não os fizéssemos. Devemos mostrar sinceridade a Deus quando devolvemos o dízimo e ofertamos.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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