Em Jesus, todos podem ser salvos.

João 3: 16
 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Antes de começarmos a escrever sobre o tema sugerido pela revista, é bom que entendamos de uma vez por todas que o termo “morte” e seus correlatos tem o significado de separação, tanto bíblica quanto teologicamente. A morte, em si, é uma separação. A morte física é a separação entre o corpo e alma/espírito e a morte espiritual é a separação que ocorre entre o homem e Deus. O pecado é o agente causador da morte em ambos os sentidos.

Antes da queda, o homem era visivelmente semelhante a Deus e isso era tanto no aspecto espiritual quanto no aspecto moral. A semelhança do homem com Deus era em torno destes aspectos, contudo, isso nunca serviu de base para dizermos que somos “deusinhos”. Adão era perfeito tanto no aspecto espiritual quanto no moral. Após a queda, a semelhança no aspecto moral foi completamente deturpada, de maneira que algumas faculdades do ser humano ficaram terrivelmente corrompidas – inteligência, afeição e vontade. E, em virtude desta corrupção de suas faculdades, ele, o ser humano, está inclinado ao pecado.

Depois da queda, não só Adão, mas toda a humanidade representada por ele está conforme Paulo escreveu aos Romanos – “A sua garganta é um sepulcro aberto; com a língua tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos”. E, não adianta alguém dizer que não é assim, pois, eu acredito que exista alguém que pode não ser todo assim, ou seja, não cometer todos esses delitos, mas… mas, em algum ponto nós falhamos terrivelmente.

A corrupção moral e espiritual do homem é designada teologicamente de depravação e, essa depravação impede que qualquer obra que realizemos, mesmo sendo com os mais sinceros motivos sejam aceitas por Deus, pois, quando essas obras são realizadas sem a intenção de glorificar a Deus, elas não passam de meras atitudes humanas em busca de vanglórias. Qualquer boa obra que fazemos é, na realidade, obra pecaminosa perante Deus a menos que nós as façamos com a correta motivação de darmos glória a Deus e não ao nosso próprio orgulho.

Contudo, para que o Senhor manifestasse Sua glória e poder de maneira tão extraordinária, Ele permitiu que o homem se “afundasse” em seus delitos e que, buscando solução para o problema do pecado por seus próprios meios, se conscientizasse de que não conseguiria. A consciência da própria incapacidade, não fluiria por si mesmo, ela deveria ser compreendida através do sacrifício do Cordeiro de Deus e despertada pela obra do Espírito Santo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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