O cristão deve cumprir seus deveres civis.

Mateus 22: 17-21
Dize-nos, pois, que te parece: é lícito pagar o tributo a César ou não? Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro. E ele disse-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Disseram-lhe eles: De César. Então, ele lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus.”

O diabo sabe perfeitamente, e sabe mais, até que muitos crentes, que nosso Deus não é inconstante em Seus pensamentos e atos. Deus organizou todas as coisas meticulosamente de maneira que não há necessidade de que todas as manhãs Ele faça um “check-up” para verificar se está tudo em ordem. E, não estamos falando apenas das criaturas criadas, mas nos referimos a tudo quanto está sob Seu poder, e quer queiram ou não, todos os homens com seus sentimentos, emoções, intenções e comportamentos estão sob o poder dEle. Nada Lhe escapa do conhecimento e controle.

Entretanto, sobre um grupo de pessoas pesa uma responsabilidade maior. Mas, para entender que grupo é esse devemos compreender que ante os olhos de Deus, a humanidade está dividida da seguinte forma: ímpios, gentios e judeus e, Deus vai tratar com cada um em tempos e de maneiras distintas. Porém, no que diz respeito a salvação, os três grupos se resumirão e apenas dois – salvos e não salvos. Aos salvos, em qualquer tempo, sempre pesou a responsabilidade de exercer dupla cidadania – Celeste e terrestre.

Exercemos nossa cidadania celeste quando em detrimento aos valores deste mundo, anunciamos o Reino de Deus sob qualquer circunstância. Nós, crentes, não somos produtos do meio em que vivemos, somos estrangeiros em terra totalmente estranha. Acatamos e praticamos as regras, costumes e ideologias desta terra estranha, até o ponto em que estes não entrem em confronto com nossa ética cristã, não subjuguem nossas regras, costumes e ideologias celestes. Mesmo que estejamos vivendo neste mundo, nossas “raízes” estão no Céu, porém, devemos cumprir com todos os deveres civis impostos aos cidadãos deste mundo. O estrangeiro, ao ingressar numa terra estranha, espontaneamente, se dispõe a cumprir e obedecer às leis que a regem, e ele está ciente de que estará sujeito as sanções das leis do país em que está ingressando.

Como cidadãos deste mundo, exercemos nossa cidadania quando buscamos uma sociedade melhor para todos, a fim de que exista mais liberdade, justiça e solidariedade. Podemos ser mais cidadãos, participando ativamente da vida e do governo do nosso povo. Exercendo nossos direitos, cumprindo nossos deveres e lutando por um país melhor.

Devemos, no exercício da cidadania, cobrar respostas e resultados dos nossos dirigentes, quer sejam autoridades públicas ou privadas. Não importa se eles são políticos, juízes, ministros ou empresários. O nosso dever é denunciar, cobrar e acompanhar cada um dos processos verificando se houve uma conclusão punitiva para os que se afastaram das regras legais e sociais.

Todo aquele que não exerce seus direitos de cidadão está se omitindo e transferindo para os outros uma responsabilidade que cabe, exclusivamente, a si mesmo.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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