O Tabernáculo era o símbolo da presença de Deus entre o povo.

Êxodo 29: 43-46
E ali virei aos filhos de Israel para que por minha glória sejam santificados. E santificarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei a Arão e seus filhos, para que me administrem o sacerdócio. E habitarei no meio dos filhos de Israel e lhes serei por Deus, e saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que os tenho tirado da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu, o SENHOR, seu Deus.”

Nada é tão desastroso quanto interpretar erroneamente  algo que se leu ou ouviu. A má interpretação nos leva a nos fundamentar em conceitos equivocados e deturpados do real significado do que estávamos ouvindo ou lendo. E, se existe uma tarefa extenuante e, praticamente, impossível de ser concluída é a de demover alguém da sua razão. Convencer as pessoas de um conceito errado é tão desgastante que, em alguns casos, é melhor deixar a pessoa na ignorância do que “perder” tempo em esclarecer a verdade, porém, como essa obra não nos pertence e, muito menos, pode ser realizada da maneira como nos convém, devemos fazer de tudo para agradar aquele que nos alistou.

A tipologia bíblica que envolve o Tabernáculo é muito mais profunda do que imaginamos. Não se trata apenas de fazer comparações entre o que suas peças, mobílias, cortinas, estacas, tábuas e utensílios, no passado, representam hoje. Embora, cada parte ou peça do Tabernáculo tenha um significado distinto, ele, na totalidade, representa o meio pelo qual Deus vem habitar no meio de seu povo, ou seja, nenhuma parte do ritual do culto no Tabernáculo podia ser quebrada porque isso impossibilitaria Deus de viver no meio deles.

Ainda que esteja declarado pelo próprio Deus de que o Tabernáculo seria sua habitação, não existe a mínima possibilidade de interpretarmos isso de forma literal – Deus não se mudou do Céu para o Tabernáculo. O que o nosso Deus queria mostrar para os judeus nos passado, como também para nós nos dias de hoje, é o que o Tabernáculo representava, o Senhor não aponta para a edificação em si mesma, mas ao que ele, o Tabernáculo, se destinava. Todo judeu, naquele tempo, que tinha consciência da sua necessidade e realidade espiritual, devia se dirigir ao Tabernáculo  a fim de que obtivesse o favor de Deus e, para alcançar isso, não bastava, apenas, adentrar ao Tabernáculo, todo um processo devia ser criteriosamente observado. O Tabernáculo, no passado, era o “ponto de encontro” entre o homem e Deus.

O Tabernáculo como símbolo da presença de Deus no meio do seu povo não nos deixa nenhuma margem para suposições estapafúrdias. O que eu quero dizer com isso é que, mesmo sendo o “lugar da habitação” de Deus, nenhum homem estava autorizado a entrar por sua porta sem que estivesse devidamente “credenciado”. A edificação não era a “casa de mãe Joana”, isso mesmo, não se podia entrar de qualquer maneira e fazer o que bem entendesse. Tudo tinha um padrão rigoroso a ser criteriosamente observado.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz..

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